Reservas na CEDEAO ao processo de reforma Forças Armadas na Guiné-Bissau
(AM Intelligence 640) A atitude descrita como sendo de “reserva” que a CEDEAO-Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental denota no que concerne à concessão de prometidos apoios ao processo de reforma das FA da Guiné-Bissau, é em larga escala atribuída a influências de países da organização, entre os quais a Nigéria.
Em razão da atitude da CEDEAO, ficou praticamente comprometida a assinatura, prevista para Fevereiro, de um Memorando de Entendimento baseado em aspectos chave da implementação do processo; a CPLP e o próprio Governo da Guiné-Bissau seriam os restantes subscritores do documento.
A assinatura do Memorando de Entendimento constituiria um passo prévio à convocação de uma conferência internacional destinada a captar donativos para a criação de um fundo de pensões, sem o qual se considera que o processo de reforma das FA não deve ser posto em marcha.
Entre países da região agrupados na CEDEAO, Nigéria em especial, têm sido notadas atitudes de má vontade em relação à participação activa de Angola, enquanto tal e no exercício da presidência da CPLP, nos planos da estabilização interna da Guiné-Bissau e da reforma das FA.
Entre os países da CEDEAO, além da Nigéria, igualmente referenciados como tendo posições “não facilitadoras” do avanço, nas actuais circunstâncias políticas, do processo de reforma das FA guineenses, são normalmente incluídos o Senegal e o Burkina Faso.
Na política de Angola tendo em vista ajudar à estabilização política da Guiné-Bissau tem sido notada uma aplicação considerada “fora do vulgar” (um dos objectivos apontados é o de adquirir prestígio e respeitabilidade internacional). É pouco provável, por isso, que desista da tarefa, mesmo sem a CEDEAO.
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