(AM Intelligence 669) A propalação recente nos media, de notícias de cariz depreciativo para o ministro do Interior, Sebastião Martins, é interpretada como uma campanha de usura destinada a criar condições e ambiente para o seu próximo afastamento.

As referidas notícias, baseadas em cartas abertas subscritas por um “colectivo de trabalhadores” do Ministério do Interior ou em rumores públicos, fizeram recaír sobre Martins acusações de que teve atitude cúmplice num ilícito grave cometido por uma secretária pessoal, e excessos praticados pela Polícia em missões de acompanhamento de manifestações da oposição.

Os factos configuradores do ilícito praticado pela secretária são aparentemente verídicos. Mas a implicação no caso de Martins – que entretanto demitiu a mesma e um director financeiro do Ministério, por abuso de confiança relacionado com o assunto – é considerada uma “extrapolação intencional”.

Martins, próximo de Fernando da Piedade Dias dos Santos, em relação ao qual aparenta, porém, estar agora mais distanciado, é considerado persona non grata em sectores e por figuras como Fernando Miala.

Tendo em conta antecedentes da política angolana, a oportunidade de uma campanha destinada a ofuscar Martins, está relacionada com o cenário da formação a breve prazo (após as eleições) de um novo Governo e com a conveniência de comprometer a sua continuação no cargo.

(Versão abreviada – se estiver interessado em conhecer o África Monitor Intelligence e as condições em que poderá tornar-se num dos seus assinantes, contacte-nos em monitorius@sapo.pt)

Comments are closed.