(AM Intelligence 672) A elite político-militar ligada ou conotada com a Frelimo está cada vez mais a “deslocar” os seus negócios e interesses afins para novos sectores chave da economia, como minas energia e portos e vias de comunicação, todos com grande potencial de crescimento.

O fenómeno foi identificado pelo CIP-Centro de Integridade Pública, uma conceituada ONG moçambicana, que em 2011 procedera já a uma investigação geral o assunto. Agora, a análise de uma base de dados constituída por 589 empresas participadas por dirigentes políticos da Frelimo, permitiu chegar à referida conclusão.

O “activo” com que os dirigentes entram nos novos sectores é, em geral, a titularidade de licenças de concessão de exploração de recursos naturais transferidos da propriedade pública para si próprios ou para empresas nas quais têm interesses, através de acções de influência sobre as instituições do Estado.

As participação de empresas estrangeiras no desenvolvimento de projectos que pela sua natureza implicam capitais e tecnologia fora do alcance da elite nacional, é, em geral, feita em regime de subcontratação – o que por, definição, implica o pagamento de compensações aos títulares das licenças, que assim “rentabilizam” as mesmas.

Nos últimos 8 meses foram descobertas no offshore de Moçambique reservas de gás natural cuja grandeza lhe conferirá no futuro a categoria de grande produtor mundial. Dispõe igualmente de apreciável potencial mineiro, carvão em especiale condições privilegiadas para produção de energia hidroeléctrica.

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