(AM Intelligence 677) O nome do actual ministro da Defesa de Moçambique, Filipe Jacinto Nyussi, passou nas últimas semanas a ser objecto de conjecturas, em meios do próprio regime, que o apresentam como reunindo boas condições para vir a ser escolhido como candidato da Frelimo às eleições presidenciais de 2014; uma dessas condições é a de ser favorito dos macondes.

O actual Presidente, Armando Guebuza confirmou recentemente a intenção que já se supunha ser a sua de se retirar da vida pública no termo do segundo e último mandato, mas é notório que está determinado a influenciar a escolha da personalidade a apresentar pela Frelimo às próximas eleições presidenciais.

As figuras até agora dadas como gozando da sua preferência eram Aires Bonifácio Aly, actual PM, e António Sumbana, ministro da Presidência (chefe da Casa Civil). José Pacheco, também é indicado, embora se reconheça que não dispõe de condições para se impor (sequelas do seu anterior desempenho como ministro do Interior).

O candidato da Frelimo será formalmente dado a conhecer num congresso anunciado para Setembro de 2012 – ponto culminante de um processo que tem vindo e condicionar a política interna. Apesar de pouco perceptíveis, há movimentações de sentido diverso por parte de figuras ligadas às alas da Frelimo.

As duas principais alas internas estão conotadas com Guebuza e com o ex-Presidente, Joaquim Chissano. Têm dimensão equivalente (em termos de influência política e de base de apoio), razão pela qual ainda se considera incerto qual das duas será mais bem sucedida no forcing destinado a influenciar a escolha do candidato.

António Sumbana, pertencente a uma das “famílias da Frelimo” (um irmão, Fernando, é ministro do Turismo), é mais próximo de Guebuza do que Aires Bonifácio Aly. Tem também a vantagem de ter estreitas ligações aos chamados antigos combatentes, incluindo chefes dos mesmos como Alberto Chipande e outros.

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