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Guiné Equatorial pode ser plataforma regional para empresas portuguesas

Guiné Equatorial pode ser plataforma regional para empresas portuguesas


As autoridades da Guiné Equatorial estão receptivas ao investimento português e, pelas infraestruturas de que o país dispõe e o potencial de mercados vizinhos como a Nigéria, apresenta condições para se tornar numa plataforma regional para projetos empresariais portugueses.

As actuais condições favoráveis a projectos de empresas portuguesas no país da África Central que é o mais jovem membro da CPLP foram salientadas pelo cônsul honorário de Portugal em Malabo, Manuel de Azevedo, na passada quarta-feira numa palestra Fundação Associação Industrial Portuguesa/ Africa Monitor Intelligence, perante cerca de 100 empresários, líderes associativos e diplomatas.

Manuel de Azevedo salientou que o Estado equato-guineense está disponível para co-financiar projectos através da Holding 2020, com recursos financeiros totais de 1.000 milhões de euros. Em relação aos países-vizinhos, a Guiné Equatorial destaca-se pela segurança total para comunidade de expatriados. A comunidade empresarial portuguesa é pequena, prevalecendo um espírito de entreajuda, em particular aos recém-chegados, afirmou.

As boas ligações aéreas para Europa e região permitem que funcione como plataforma de acesso a um mercado regional de grande potencial (Nigéria, Camarões). Segundo Azevedo, prossegue o esforço de melhorias infraestruturais, nomeadamente sector aeroportuário.

Apesar da actual recessão, adiantou, há projectos em estudo para arranque na área industrial, nomeadamente no Turismo e Obras Públicas. O sector da Saúde também se destaca pelas oportunidades.

A recuperação económica do país está dependente do preço internacional do petróleo e gás. A referência a partir da qual o país se poderá relançar são os 80 dólares.

Na abordagem ao mercado, os empresários serão recompensados pela paciência e resiliência, segundo o representante diplomático português. Os resultados e pagamentos da parte do Estado são demorados, mas concretizam-se. O primeiro contrato pode demorar mais de 2 anos, desde o momento da instalação no país.

Esta foi a primeira palestra Africa Monitor Intelligence sobre a Guiné Equatorial, depois de anteriores sobre Angola e Moçambique.