África Monitor

Acesso Livre - Economia

Paulo Guilherme

Fortuna de 3.000 milhões dólares dá a Isabel dos Santos lugar entre 10 mais ricos de África

Fortuna de 3.000 milhões dólares dá a Isabel dos Santos lugar entre 10 mais ricos de África


Três mil milhões de dólares - é a última avaliação feita pela Forbes ao valor da fortuna de Isabel dos Santos. O suficiente para assegurar o lugar da mulher mais rica de África, entre as 10 maiores fortunas do continente. Mas, no último ano, a crise económica em Angola afetou o valor da fortuna da filha do presidente angolano.

Na atualização da Forbes feita esta semana, Isabel dos Santos surge em 9º lugar entre os mais ricos de África, à frente dos egípcios Naguibs Sawiris, Mohamed Mansour, Mohamed Al Fayed e do marroquino Othman Benjelloun. Os mais riccos do continente continuam a ser os nigerianos Aliko Dangote (15,4 mil milhões de dólares) e Mike Adenuga (10 mil milhões de dólares) e o sul-africano Nicky Oppenheimer (6,6 mil milhões. 

Na lista dos 500 mais ricos do mundo, Américo Amorim, parceiro de Isabel dos Santos na Galp Energia, mantém-se como o único português, com uma fortuna de 3,76 mil milhões de euros. A fortuna da angolana é superior às dos outros 2 bilionários portugueses: Alexandre Soares dos Santos e Belmiro de Azevedo.

Os activos mais valiosos da bilionária angolana, segundo a Forbes, são os 25% da Unitel, 42,5% do Banco BIC, 7% da Galp Energia, 19% do Banco BPI, a parceria com Sonae na ZOPT, que controla a Nos SGPS, e ainda a participação na Efacec Power Solutions (mais recente aquisição em Portugal, com a empresa pública de eletricidade ENDE).

No último ano, alguns dos activos de Isabel dos Santos desvalorizaram, levando o valor global da sua fortuna a descer 300 milhões de dólares. Apenas por efeito da crise económica em Angola, a sua participação na Unitel e outras empresas será hoje menos valorizada do que no passado recente.

Em declarações ao The Wall Street Journal, Isabel dos Santos afirmou recentemente que  "com os preços do petróleo baixos", Angola está "definitivamente a sentir o aperto".