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Angola apoia acção do Conselho de Segurança contra Boko Haram

Angola apoia acção do Conselho de Segurança contra Boko Haram

 
Com origens no interior da Nigéria, o Boko Haram está a expandir-se e a ameaçar Estados e populações civis em países no interior do continente africano. Na semana passada, jurou lealdade aos terroristas do Estado Islâmico. A solução pode ser uma força internacional, o que Angola promete apoiar no Conselho de Segurança das Nações.

O apoio, em conjunto com os outros países africanos membros do Conselho de Segurança, foi sinalizado na quinta-feira da semana passada, numa reunião dos membros do órgão da ONU com o Comité para a Paz e Segurança (CPS) da União Africana, segundo fonte diplomática.

Na reunião anual entre os dois organismos, em Adis Abeba, participaram o comissário do CPS, Smail Chergui (Algeria), o representante especial do secretário-geral da ONU para a União Africana, Haile Menkerios, além dos representantes dos páises membros do Conselho de Segurança. Ninguém duvida da ameaça que o Boko Haram representa para os países vizinhos da Nigéria.

Segundo fonte diplomática, nas consultas à porta fechada, Angola, Chade e Nigéria, os três países africanos no Conselho de Segurança, deixaram claro que estão prontos para apoiar uma resolução do Conselho de Segurança que apoie a Força-Missão Conjunta Multinacional (FMCM), e que igualmente a dote de meios, como pede a União Africana. Em causa está sobretudo apoio financeiro às operações.

Já no final do ano passado, a Nigéria apresentou no Conselho de Segurança um projeto de resolução sobre o Boko Haram. Contudo, as diferentes posições dentro do órgão da ONU fizeram com que as negociações fossem suspensas. Espera-se que nova resolução seja posta a circular esta semana, e que desta vez as posições estejam mais definidas.

A FMCM está a ser formada pelos países-membros da Comissão da Bacia do Lago Chade e pelo Benim. Os Camarões e o Chade estão entre os países onde se têm registado ameaças do Boko Haram, cujos ataques na Nigéria têm feito centenas de mortos.

Angola beneficiou do apoio dos países africanos na sua eleição para o Conselho de Segurança. A maioria dos “dossiers” a serem tratados neste organismo envolvem países africanos, entre eles o da Guiné-Bissau.