África Monitor

Acesso Livre - Segurança e Defesa

Paulo Guilherme

Moçambique volta a contar com caças MiG-21

Moçambique volta a contar com caças MiG-21

 A Força Aérea de Moçambique vai voltar a contar em breve com a sua “jóia da coroa” - os caças MiG-21. É o passo mais importante no projeto de recuperação da capacidade aeronáutica militar moçambicana, que conta com apoio técnico de Portugal e Brasil.

O trabalho de reparação e modernização dos MiG-21 está praticamente concluído, anunciou a empresa responsável pelos trabalhos, a romena Aerostar. Seis dos aparelhos, tipo MiG-21bis 'Fishbed' e MiG-21UM 'Mongol-B', estão em Moçambique. Os restantes 2 estão em vias de seguir para o país.

Segundo a empresa, além de melhorias estruturais, os aviões modernizados dispõem agora de um sistema de navegação GPS e de um sistema de gravação de voo. O programa de modernização de 12 meses incluiu ainda um avião de treino Aero L-39 Albatros, de fabrico checoslovaco.

Dados da revista militar Jane´s indicam que a Força Aérea de Moçambique recebeu 48 caças MiG-21 em 1982, mas que estes tiveram um tempo de vida inferior a uma década. A origem dos dois MiG-21UM não é conhecida.

Segundo a imprensa moçambicana, o país não dispunha de aviões operacionais há 3 anos, quando foi decidida a reabilitação da sua força aérea.

No ano passado, a FAM comprou à Ucrânia dois aviões de transporte Antonov Na-26. Moçambique chegou a ter 10 destes aparelhos, entregues em 1978 ao abrigo da cooperação militar com a antiga URSS, mas o seu estado atual de degradação não permite a sua recuperação.

Outra aquisição foi de um jato Hawker 850 XP, de fabrico norte-americano, para transporte de membros do governo.

Ao abrigo de um acordo entre Portugal e Moçambique, a Força Aérea Portuguesa está a formar quadros moçambicanos, além de ter oferecido dois aviões ligeiros Cessna à Escola Prática de Aviação. Estes são utilizados em treino, evacuações, controlo aéreo do litoral, entre outras missões.

O Brasil anunciou a oferta a Moçambique de 3 caças Emb-312 Tucano, também para treino, que estavam ao serviço da Força Aérea Brasileira. Na mira está a venda de aviões de treino militar fabricados pela Embraer.