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Angola: Protecção da PGR a Libanês Causa Apreensão

A detenção e acusação judicial pelos EUA de 2 alegados financiadores do Hezbollah - HATEM BARAKAT (HB) e KASSIM TAJIDEEN (KT) - expôs o papel de empresas em Angola no financiamento do grupo terrorista. KT esteve, até 2005, ligado à criação da Golfrate Holdings Lda, Afri Belg Comércio e Indústria Lda, e Grupo Arosfran Empreendimentos e Participações Sarl. Os EUA designaram, em 2010, estas empresas como entidades terroristas, mas as suas actividades terão continuado (AM 1169). HB usou como fachada uma empresa de comércio em Luanda, designada Infornet Princesa.
Foco de particular apreensão actual são as actividades de ABDUL HAMID ASSI (HA, n. 1966 em Beirute, passaporte libanês). Expulso de Angola em 1996, por suspeitas branqueamento capitais, processo em que interveio o Gen. FERNANDO MIALA. HA reentrou no país em data incerta, com novo passaporte. Em 2015, durante a vaga de afastamento de estrangeiros suspeitos de actividades ilícitas, foi novamente expulso, mas regressou em 2016, não tendo desde então sofrido sanções ou impedimentos.
O caso de HA, de que a intervenção da PGR sobre a empresa de moagem é o mais recente exemplo, tem causado mal-estar em meios judiciais, financeiros e diplomáticos, por indiciar protecção, a alto nível, de indivíduos sob suspeita. LER MAIS